“Blitz de Combate a Cegueira de BH”, leva milhares à Praça da Liberdade

Evento aconteceu neste sábado e ofereceu além de teste rápido para Sífiles, aferição da Pressão Arterial e o “exame de fundo de olho”.

 

 

Mais de três mil pessoas foram à Praça da Liberdade, neste sábado (27.05), em busca de atendimento médico oftalmológico. Os exames foram oferecidos, gratuitamente, pelo Hospital de Olhos Rui Marinho. O objetivo, de acordo com os realizadores do evento, seria realizar uma ação de conscientização da população para a necessidade de alguns cuidados preventivos, a fim de evitar a cegueira.

Dentre os exames realizados, foi oferecido um teste rápido para detectar se a pessoa está infectada com a sífiles – doença que pode levar o portador à cegueira. Sexualmente transmissível, se não tratada, pode acarretar complicações em gestantes, bebês, jovens e adultos de todas as idades.

Segundo informações do site de um grande centro oftalmológico de BH, uma possível epidemia dessa doença no Brasil tem alarmado e despertado a preocupação de muitos médicos oftalmologistas.

Para o Dr. Rui de Menezes Marinho, idealizador da ação, as pessoas não cuidam da saúde de seus olhos como realmente deveriam e há necessidade de se focar no combate à três principais causas de cegueira, que são o glaucoma, a catarata e a retinopatia diabética. “O glaucoma é a pior dessas doenças, pois tem um caráter irreversível e também por ser uma doença silenciosa. Ela só dá sinais quando está bem avançada e não tem como recuperar”, disse o médico oftalmologista.

Dr. Rui Marinho, médico oftalmologista

 

 

Uma grande fila se formou logo cedo e toda uma estrutura foi montada pela organização para receber a população. O tempo médio de espera foi de três horas. Havia três núcleos de atendimento, com dezenas de médicos e enfermeiras atendendo em cada um deles. Uma equipe ficou responsável pela área da cardiologia, onde eram realizados o aferimento da Pressão Arterial. Uma segunda equipe, realizava os testes rápidos para detecção da Sífiles, e uma terceira turma de profissionais da área médica ficou encarregada de realizar o “exame de fundo de olho” -ou fundoscopia, que pode diagnosticar doenças, como hipertensão e diabetes.

Centenas de pessoas formaram uma longa fila desde cedo, na Praça da Liberdade

A maior procura foi pelo exame oftalmológico que media a pressão intraocular

Com o resultado em mãos, após realizarem o exame, os pacientes eram encaminhados para uma breve conversa com os médicos oftalmologistas presentes na ação. Quando o resultado do exame apontava alguma alteração, o paciente era orientado a buscar um médico oftalmologista da rede pública ou particular, a fim de iniciar o tratamento e assim, evitar danos maiores à sua visão.

As pessoas cujo resultado do teste de detecção de Sífiles resultava como positivo, eram encaminhadas a um pequeno consultório médico adaptado em um dos estandes. Ali, um profissional da área da saúde comunicava o resultado, de foma a manter a privacidade e a dignidade do paciente. “Na maior parte dos casos, o tratamento do paciente infectado com a Sífiles é feito com antibiótico oral e, quando administrado corretamente, propicia a cura”, informou ainda o Dr. Marinho.

 

 

De acordo com a organização do evento, a primeira edição da Blitz aconteceu em 2016. Na época, foram realizados 752 exames de triagem. De cada 10 examinados, dois foram considerados suspeitos de glaucoma. Deles, 80% sequer tinham ideia de que estavam precisando de cuidado médico. Do total de pessoas avaliadas, 10% nunca haviam ouvido falar de glaucoma e 50% não iam ao oftalmologista há mais de dois anos.

Este ano, o evento contou com o apoio da Sociedade Mineira de Cardiologia, responsável por aferição de pressão arterial e orientação sobre hipertensão e da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA). A Coordenação Municipal de Saúde Sexual e Atenção às DST/Aids e Hepatites Virais da PBH , forneceu os 200 testes rápidos de Sífilis. Já a Coordenação de Atenção à Saúde do Adulto e Idoso da PBH trabalhou para conscientizar as pessoas presentes ao evento o combate ao tabagismo e prevenção de quedas de idosos em domicilio.

Médicos oftalmologistas esclareciam os pacientes, após a realização dos exames, sobre a necessidade ou não de um tratamento

Ao meio-dia, a coordenação do evento não permitiu mais que novas pessoas entrassem na fila. Isso se deu, de acordo com eles, pelo fato de que o horário previsto para o término da ação era às 15 horas e não haveria tempo hábil para atendimento das pessoas que entrassem na fila a partir daquele instante, uma vez que a média de espera era de três horas.

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