Toca aí seu palhaço!

Ex advogado largou o mundo jurídico para viver da música.

A praça da Savassi não é circo, mas tem um palhaço fazendo da praça picadeiro para a apresentar o seu número. E quem passa tem aprovado!

Trata-se de Tanure Luis de Souza Lisboa, morador da região Venda Nova em BH, que caracterizado de palhaço de circo, tocava clarineta nas proximidades da loja da VIVO, na praça Diogo de Vasconcelos, encantando transeuntes e clientes das lojas nas proximidades, como a D. Delmira Helena Holanda Santos, residente no bairro Vila Paris. Ela saiu de dentro de uma loja próxima, já com dinheiro em mãos para doar à caixinha do músico, posta no chão à sua frente. “Eu fiquei apaixonada com a música dele. Achei lindo e vim dar a minha contribuição. Nas ruas da Europa ou Estados Unidos existem muitos artistas que se apresentam nas ruas como ele e temos que valorizar” – comentou a mais nova fã do músico de rua.

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Tanure  abandonou a carreira de advogado para viver como músico

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Delmira Santos saiu da loja da VIVO e foi cumprimentar o músico por seu trabalho musical.

Bacharel em Direito, Tanure diz possuir inscrição na OAB e que abandonou a carreira de advogado. “Amarelei diante do embate com juízes e Ministério Público e agora toco na rua, vivendo da generosidade das pessoas, de onde tiro os meus recursos financeiros para quitar as minhas contas” – justificou o ex-advogado, com certa timidez, completando que “o valor arrecadado é suficiente para sobreviver”. Questionado do porque se caracteriza como palhaço, disse que é uma figura que quebra a seriedade e que a personagem tanto atrai as crianças como também assusta algumas delas, mas que de um modo geral quebra o gelo com os adultos. Estaria ele na verdade escondendo a sua verdadeira identidade por vergonha de ser reconhecido por ex-colegas de profissão? Não importa. Nem haveria motivos para tal, pois o fato é que a desenvoltura dele como músico está agradando quem passa. “Eu gosto muito de música instrumental e temos que valorizar o que é da gente”, disse Maria Aparecida Teixeira, auxiliar de educação básica numa escola da região. Ela passava pela praça, se encantou com o som da clarineta e acabou comprando um CD do músico.

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Maria Aparecida passava pela praça, ouviu a música e acabou comprando um CD com músicas de autoria do próprio Tanure, ex advogado que virou músico de rua.

Talvez por sua formação, o mais musical dos palhaços da Savassi demonstrou a todo tempo sua preocupação em não incomodar as pessoas e aos lojistas que trabalham nas proximidades em que se apresentava. Para ele, não necessariamente todas as pessoas curtem o som de um instrumento musical, principalmente por ser o trabalho de um dia inteiro. “Procuro observar se estou atrapalhando e se for o caso me retiro, mudando de local, pois não quero atrapalhar quem está trabalhando” – completou.

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Transeunte que passava pela praça contribuindo com a caixinha do músico.

Atrapalha não Tanure. Música é cultura. E a sua é de qualidade. Seja bem vindo à Savassi. Fique conosco e apresente sempre o seu número. Pode haver quem não goste, é verdade. Mas esse blogueiro viu muitas pessoas que estavam passando por ali e que sentaram por perto, pra curtir o seu espetáculo. Pena que nem todos contribuíram!

 

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